Pra mim, não é a dor que é a maior perda mas sim o que morre dentro de nós enquanto vivemos...
Amores, amizades, lembranças, desejos, sonhos, planos, fé, dava pra enumerar milhares coisas que morreram dentro de mim durante todo esse tempo, por erros, encontros e desencontros, por abandono, desistência, idealização, pois a perda não se refere apenas a morte mas também a perda consciente e inconsciente de sonhos românticos, ilusões de liberdade e também poder. E a perda também da imagem, do nosso próprio eu jovem, o eu que era sempre imune (pelo menos se julgava) as regras, invulnerabilidade e imortalidade.
Mas foi necessário ter discriminado todas essas perdas existentes em mim, porque penso que para evoluirmos precisamos perder, abandonar, desistir.. A perda é necessária... Então, dentro de mim, não existe culpa por ter tirado pessoas da minha vida, ter conhecido novas, ter cometido tantos erros e que acabou me fazendo desistir de sonhos e muitas vezes de pessoas que eu amava, bom, ou queria amar ou pensava que amava...
Não me culpo também pelo fato de ter perdido a fé, muito tempo atrás.. De não acreditar mais em um homem que quer ser louvado o tempo todo e sim, prefiro acreditar em mim e na força que eu tenho.
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